quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma mão cheia.

A carta que passo apresentar valoriza a plenitude de um grande amor, o primeiro. Quem o teve sabe o quanto é importante, sabe o quanto marca a nossa vida, o presente de cada um. Por isso mesmo, fui aos meus antigos documentos e encontrei lá isto. Nada mais que uma mão cheia de sentimentos e uma verdade intemporal. 


Palavras que nunca te disse, talvez por medo, ou então porque pensava que o sentimento já não residia no meu ser. Enganei-me, sou um ser humano.
Vivemos emoções confusas, recordações gastas, sentimentos repetitivos e medos irreais. Podíamos não saber o que se estava a passar, pois tudo acontecia tão rápido, tão naturalmente, contudo sabíamos muito bem o que sentíamos, o que nos movia. Ainda me lembro muito bem quando te conheci. Foi uma das coisas que não estava à espera, e nunca me passou pela cabeça conhecer alguém assim e depois apaixonar-me daquela maneira tão simples. Foi uma coisa de momentos, de segundos que me levou a achar-te único. Naquele instante não sabia o que fazia, não sabia se aquelas “molhadelas” eram fruto daquilo que mais tarde se tornou naquilo que ambos sabemos. Tudo evoluiu muito rápido sem conseguirmos aproveitar aquilo que estávamos a sentir. Tudo começou num: “olá, tudo bem?” para “meu amor, nunca te esqueças que eu vou-te amar para sempre!”. “O copo passava de meio vazio, para meio cheio”. E agora?
Após o Verão as coisas alteraram-se, se calhar para ti foi o melhor, porém para mim não. Custava-me ver-te na rua, ou na minha escola, fingindo que nada tinha acontecido, que para ti nada teve relevância.
Dia quatorze de Setembro de dois mil e oito é uma data que eu nunca vou esquecer, mesmo que queira, não consigo.
Gastamos as palavras que tínhamos para dizer, repetíamos sempre a mesma ideia para que nada mudasse, valorizamos sempre o gesto, a companhia, a amizade do que as outras coisas que também tinham uma certa importância.
Depois de tudo isto, estivemos meses e meses sem falar. Tudo uma parvoíce minha, mas quando uma pessoa não consegue separar as coisas, a melhor coisa a fazer é a separação. E isso ajudou-me muito, contudo sempre me preocupei contigo de uma maneira especial.
Ao longo de um período, dissemos coisas desagradáveis um ao outro, ao qual eu me arrependo, pois não foi saudável para ninguém.
Jurei a mim própria que nunca mais falaria contigo, nunca mais te dirigia uma palavra, nunca mais te expressava um sorriso. Todavia é uma coisa exterior a mim, não conseguimos controlar.
E hoje falamos, não tão regularmente, mas falamos de mim, de ti, do nosso “nós”, das nossas coisas. Isso dá-me um orgulho muito grande.
Ainda me lembro quando estávamos a falar por mensagens e tu escreveste-me isto: “Tu és forte, tu vais conseguir!”. As palavras deram-me a maior força deste mundo, porque primeiro eram ditas por ti, e segundo porque sabia que eram sinceras.
Todas estas palavras estão em suspensão, e espero que percebas aquilo que eu quis transmitir com elas.
Num último reparo, só quero que saibas que eu estou aqui para tudo, e sabes, neste momento da minha vida, onde “segredos” foram revelados, não me via sem ti, sem falar contigo.
És incrível, mas tudo o que “fazemos”, dizemos “junto”, dá-me a certeza de te chamar de amigo.
Agora respiro fundo, abro e fecho os olhos com emoção e digo “gosto de ti”.
Serás sempre um super-homem para mim. Permanece.
"Nuvens repousam entre ti e a saudade!"

Fevereiro, 2009.

22 comentários:

  1. é de uma música, mas obrigada!

    isto está fantástico, adorei o texto.

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  2. quero continuar a seguir o teu blog, é fantástico *
    margarida-cardoso2@hotmail.com

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  3. gostei sim, e muito! vou seguir este teu blog! **

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  4. e é pena nem sempre usar-mos a nossa racionalidade e somente o instinto

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  5. Já ouvi sim :b
    Completamente. Eu chorei mesmo no fim.

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  6. Pois é. Mas nota-se que está à "rasca", está a fazer uma força enorme para não chorar.

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  7. Sim, nota-se que força não lhe falta, mas também me parece uma menina frágil.

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  8. o nosso primeiro amor é como que um ensinamento para a vida :)

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  9. por todos os amores e principalmente os que vivemos com mais intensidade, ficaremos sempre com um carinho especial

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  10. Eu estou a falar do aspecto dela, é frágil em qualquer circunstância, parece-me.

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  11. concordo plenamente com o que dizes

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  12. que verdade que a mrp retrata aí. esperar, nem sempre é o melhor mesmo quando se ama e aos poucos entendo-o.. se me permites, esperavas por quem?

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  13. muito obrigada ! :)
    sim, tens razão, mas às vezes é usada demasiadas vezes sem ter o verdadeiro sentido, tenho a certeza que também já reparaste nisso.

    está lindo o teu, mesmo ! e nunca te esqueças desse teu grande amor, apesar de tudo, foram bons momentos, tenho a certeza :')

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  14. pensamos sempre assim. é pena quando às vezes isso não acontece :s
    escreves mesmo bem!

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